"O mal não pode ser o nada absoluto, como Agostinho quer, nem o nada absoluto resultar num mal absoluto. O 'nada' nada pode criar, nem dele resultar efeito algum, sendo causa de qualquer coisa, mesmo que um 'nada' maior ou menor do que nada. Ele é o que é: nada; e mais nada" [Jorge Fernandes Isah]

"Por isso a Bíblia nos revela o Deus não-mutável, não-suscetível, não-impotente, não-domesticado; ela não nos revela um deus em progressão, se desenvolvendo, relacionando-se de igual para igual com as criaturas; sentindo, aprendendo, se emocionando, como participasse de numa simbiose onde os papeis se confundem. Esse deus ficaria demente com a nossa demência. Ele se desacreditaria, e regrediria da sua própria condição de deus, humanizando-se ao ponto de não se reconhecer mais como deus, como Criador, mas chegando ao nível das criaturas, assim como os humanistas querem, e insistem em querer" [Jorge Fernandes Isah]

"Para Deus há apenas uma realidade, a que planejou e levou a cabo executar. Uma única realidade efetivada no tempo. Para nós, é mutável, pois não somos oniscientes como Deus é, e vemos tudo fragmentado, limitado, e imperfeitamente. Como a nossa vontade não é soberana, muitas vezes, compreendemos o mundo como instável, em constante variação. Por não compreendermos a realidade, ela nos é incompreensível. Por não apreendê-la, nos é inconcebível. Por não dominá-la, nos é incontrolável. Por não conhecê-la, nos é indistinguível. O que não quer dizer a impossibilidade de se tomar alguns indícios e averiguá-los. Mas estarão sempre confinados aos limites da nossa imperfeição; reduzidos e subordinados ao que Deus restringiu-nos saber e perceber" [Jorge Fernandes isah]